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Deputados propõem incluir carnes na cesta básica isenta de impostos

Deputados propõem incluir carnes na cesta básica

Os deputados do grupo de trabalho (GT) do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/2024, que estabelece o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS) da reforma tributária, estão considerando a inclusão das carnes na cesta básica isenta de impostos.

Na quarta-feira (26/6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da discussão e apoiou a inclusão do frango na cesta básica, argumentando que é a proteína mais consumida pela população.

Deputados propõem incluir carnes na cesta básica isenta de impostos

Quando o governo submeteu o projeto ao Congresso Nacional, excluiu qualquer tipo de carne, seja bovina ou de frango, da lista de itens isentos de impostos. Essa omissão gerou críticas do agronegócio e de supermercados, que defendem uma cesta de produtos isenta de impostos mais abrangente.

No texto original, as carnes teriam uma redução de alíquota de 60%, mas não isenção total. Um grupo de trabalho agora propõe incluir todas as carnes na cesta isenta, mas não há consenso na Câmara sobre essa mudança.

Também não se descarta a possibilidade de a discussão se prolongar até o momento em que o texto for debatido no plenário da Câmara.

Há inclusive quem defenda o critério de que as proteínas “mais caras” sejam compradas da agricultura familiar, para ajudar o pequeno produtor.

Lula apoiou a inclusão da carne de frango

A lista de 15 itens da cesta básica isentos de impostos inclui arroz, feijão, leite e farinha, mas o Executivo esperava que o número de itens aumentasse durante a tramitação no Legislativo.

“Acho que a gente tem que mediar. Você tem carne que é consumida só por gente de padrão alto e você tem a carne que o povo consome. Então, você pode fazer a separação carne de frango, você não vai taxar frango. Carne de frango é o que o povo come todo dia, pé de frango, pescoço de frango, peito de frango”, disse o petista em entrevista ao Uol.

O presidente disse que é do interesse dos empresários a inclusão de todas as carnes, mas que precisa haver uma separação.

“Nós vamos discutir quais os itens que a gente quer que não paguem o imposto e qual que pague imposto. Então, eu acho que você tem que separar. Mesmo na questão da carne, os empresários querem que você isente toda a carne”, declarou.

O calendário de Arthur Lira prevê a aprovação da regulamentação tributária antes do recesso.

Os dois grupos de trabalho devem entregar seus relatórios finais ao colégio de líderes da Câmara em 3 de julho, com discussões sobre os produtos incluídos possivelmente se estendendo até a votação no plenário.

Em 1º de julho, o grupo de trabalho do PLP 68/2024 se reunirá com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para ajustar o projeto. Lira planeja votar os textos em 11 de julho, uma semana antes do recesso do Congresso, com um plano B para possíveis ajustes até 17 de julho.

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