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Alerta Urgente: sua estrutura internacional pode travar, e você pode nem saber o motivo

Alerta Urgente: sua estrutura internacional pode travar, e você pode nem saber o motivo

Por: José Carlos Carvalho

Nos últimos meses, a Receita Federal deu um passo decisivo no controle de estruturas internacionais. E, ao contrário do que muitos empresários imaginam, isso não é apenas mais uma obrigação acessória.

É uma mudança estrutural de risco.

Alerta Urgente: sua estrutura internacional pode travar, e você pode nem saber o motivo

A Instrução Normativa nº 2.290/2025 criou o e-BEF (Formulário Digital de Beneficiários Finais) — e isso muda completamente o nível de exposição de quem tem:

  • empresa no exterior
  • holding internacional
  • trust
  • investimentos fora do Brasil
  • ou até participação indireta em estruturas internacionais

A pergunta não é mais “se você precisa declarar”.

A pergunta correta é: “você já está exposto?”

O que mudou — e por que isso é sério

A partir de 2026, passa a ser obrigatório informar à Receita Federal quem são os beneficiários finais — ou seja, quem realmente controla ou se beneficia das estruturas, direta ou indiretamente.  

Isso inclui:

  • sócios indiretos
  • controladores ocultos na cadeia
  • beneficiários de trusts
  • investidores estrangeiros com atuação no Brasil

E não importa quantas camadas existam. A Receita quer chegar na pessoa física final.

O risco real: não é multa — é bloqueio operacional

A maioria dos empresários subestima isso.

Mas aqui está o ponto crítico:

👉 Se você não entregar ou errar o e-BEF, o CNPJ pode ser suspenso  

E isso gera efeitos imediatos:

  • bloqueio de contas bancárias
  • impossibilidade de tomar crédito
  • impossibilidade de emitir certidões
  • travamento de operações financeiras

Ou seja:

não é uma obrigação fiscal — é risco de paralisação da empresa.

Erro clássico nº 1: “isso é só para grandes grupos”

Errado.

Mesmo empresas médias entram na regra, principalmente quando:

  • possuem sócio pessoa jurídica
  • têm participação estrangeira
  • fazem operações internacionais
  • utilizam holdings

Além disso, a obrigação não é estática:

👉 Qualquer alteração societária relevante exige atualização em até 30 dias  

Erro clássico nº 2: “minha estrutura já está regular”

Outro erro grave.

O e-BEF exige algo que poucas empresas têm estruturado:

  • mapeamento completo da cadeia societária
  • identificação do beneficiário final (inclusive indireto)
  • documentação comprobatória organizada por até 5 anos  

Na prática, isso significa:

👉 muitas estruturas internacionais hoje não estão prontas para atender

Erro clássico nº 3: subestimar o conceito de “beneficiário final”

A Receita não está olhando apenas participação societária.

Ela considera também:

  • influência significativa
  • poder de decisão
  • controle indireto
  • acordos societários

👉 A partir de 25% de participação ou controle relevante, você já entra no radar  

Onde está o maior risco hoje

Baseado no que estamos vendo no mercado, os maiores riscos estão em:

  1. Estruturas com holdings no exterior
  • EUA, offshore, Europa
  • cadeias com múltiplas empresas
  1. Trusts e planejamento patrimonial internacional
  • especialmente com beneficiários não formalizados
  1. Investidores estrangeiros no Brasil
  • inclusive fundos e veículos estruturados
  1. Grupos que cresceram sem governança societária robusta
  • comum em concessionárias, varejo e grupos familiares

O que fazer agora (ação prática)

Se você tem qualquer estrutura internacional, o movimento é imediato:

✔️ 1. Mapear a cadeia societária completa

Até chegar na pessoa física final

✔️ 2. Identificar os beneficiários finais

Não apenas sócios formais

✔️ 3. Revisar documentos

Contratos, acordos, organogramas

✔️ 4. Avaliar inconsistências

Antes que a Receita identifique

✔️ 5. Preparar governança contínua

Porque isso passa a ser recorrente

Síntese executiva (para decisão rápida)

  • O e-BEF já está em vigor (base 2026)
  • A Receita quer identificar o controle real das estruturas
  • O risco não é só multa — é paralisação operacional
  • A maioria das empresas não está preparada
  • Quem agir agora evita exposição futura

Conclusão

O e-BEF não é apenas mais uma obrigação acessória.

Ele é parte de um movimento global de transparência e rastreabilidade patrimonial, alinhado às práticas internacionais.

E, na prática, significa o seguinte:

👉 o Brasil agora enxerga sua estrutura internacional inteira

Se você não se antecipar, a Receita vai fazer isso por você — e normalmente no pior momento possível.

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