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STF retira da pauta os Temas 118 e 843: o que isso significa para quem gera emprego e paga imposto?

STF retira da pauta os Temas 118 e 843: o que isso significa para quem gera emprego e paga imposto?

Por: José Carlos Carvalho

O Supremo Tribunal Federal retirou da pauta do dia 25/02/2026 os julgamentos do Tema 118 (ISS na base do PIS/Cofins) e do Tema 843 (exclusão do crédito presumido de ICMS da base do PIS/Cofins).

Sem nova data definida. Para quem está fora do mundo tributário, isso pode parecer apenas um ajuste de agenda. Para quem é empresário ou gestor, isso significa outra coisa: mais tempo de insegurança.

STF retira da pauta os Temas 118 e 843: o que isso significa para quem gera emprego e paga imposto?

O que está em jogo, na prática?

Estamos falando de teses que impactam diretamente:

  • Margem operacional
  • Recuperação de valores pagos indevidamente
  • Planejamento tributário
  • Fluxo de caixa
  • Valuation da empresa
  • Estratégia de expansão

Não é discussão acadêmica.

É caixa. É lucro. É competitividade.

O problema não é a decisão. É a demora.

Empresários conseguem lidar com decisão favorável.

Conseguem lidar com decisão desfavorável.

O que destrói planejamento é a indefinição.

Quando um julgamento é retirado de pauta:

  • investimentos ficam em espera;
  • acordos ficam suspensos;
  • planejamento fiscal fica travado;
  • decisões estratégicas são postergadas.

E enquanto isso, o imposto continua sendo pago.

E agora?

Historicamente, temas tributários complexos no STF podem retornar à pauta em alguns meses — mas também podem demorar muito mais.

Não há prazo objetivo.

A experiência mostra que:

  • pode voltar no próximo trimestre,
  • pode demorar meio ano,
  • pode sofrer novo adiamento.

A única variável que o empresário controla é a estratégia.

O que não pode acontecer

O erro mais comum é esperar o julgamento.

Quem espera julgamento corre dois riscos:

  1. Perder eventual modulação.
  2. Perder tempo estratégico de organização documental.

A retirada de pauta não encerra o tema.

Mas deixa claro que o ambiente continua instável.

O ponto central

O empresário brasileiro já convive com:

  • reforma tributária,
  • novas regras de subvenção,
  • mudanças em PIS/Cofins,
  • risco fiscal crescente,
  • aumento de carga indireta.

Quando o Judiciário demora, o custo é invisível — mas é real.

É o custo da incerteza.

Conclusão

O julgamento não aconteceu.

A discussão continua.

Mas a mensagem é clara:

quem depende apenas do calendário do STF não tem estratégia — tem esperança.

E esperança não paga imposto.

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